Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

Da Ocidental praia Lusitana IV

... voltei a mim. Levantei-me e voltei à rua. Não basta sentir-me "pequenino", é preciso arregaçar as mangas e fazer alguma coisa, por mais insignificante que possa parecer.
Caminhei cerca de uma centena de metros, e na passadeira que me surgiu, passei para o lado de lá da rua. Debaixo de um prédio havia um pequeno café. Entrei. Era realmente pequeno mas muito acolhedor. Como sou um pouco tímido e não gosto de me sentir observado, fiquei logo na primeira mesa que me apareceu. A mesa de madeira em consonância com o pequeno café de decoração rústica , ficava escondida por de trás da porta. Bem ao meu gosto.
Pouco depois uma bela jovem veio ao meu encontro. A sua beleza era tal que por si só, deixou-me completamente vazio de pensamentos e de sentidos. Pele clara e corada - talvez pela minha expressão - cabelo negro pelos ombros e olhos redondos e escuros, deixavam transparecer um doce olhar de menina. Chamava-se Margarida, pelo que entendi pelo seu crachá, branco com letras em azul escuro. Perante tanta beleza, quase não consegui dizer que queria um café.
Não consigo dizer se ela, realmente, entendeu o quanto fiquei boquiaberto com sua beleza exterior. Quase como que envergonhado pela minha reacção, tremi ao abrir a saqueta do açúcar e ao coloca-lo na chávena , ainda deixei que algum do pouco açúcar , caísse para fora...
Mais ao fundo da sala dois casais com idades compreendidas entre os quarenta e muitos e os cinquenta, argumentavam e contra-argumentavam sobre o referendo ao aborto. Quando os casais solicitaram à Margarida a sua opinião sobre o mesmo ela respondeu: - A minha mãe, tinha 16 anos quando ficou grávida de mim. Toda a família a pressionou para que ela abortasse, ela contra todos, rejeitou fazê-lo. Hoje aqui estou eu, orgulhosa da mãe que tenho e feliz pela vida que Deus me deu...
Enquanto a ouvia falar, observava-a, fui formando um pequeno pensamento: Meu Deus, como é que possível haver tanta beleza junta num só ser Humano...

sinto-me: vivo
publicado por daocidentalpraialusitana às 21:21
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6 comentários:
De AP a 6 de Fevereiro de 2007 às 23:01
Olá Lindo,

Grandes avanços venho aqui encontrar. Está-me a parecer que esse cafezinho vais passar a ter um cliente assiduo.

Mas atenção...quem vê caras não vê corações!!!!

Jinho com carinho
De daocidentalpraialusitana a 7 de Fevereiro de 2007 às 12:48
Olá minha miga!

É bem verdade que não me importava de me tornar cliente desse cafézinho .
Posso apenas dizer-te que senti-me completamente incapaz e sem capacidade vocabular , para descrever esse ser Humano.

Deixo-te um beijinho cheio de carinho.
Sê Feliz...
De ... a 7 de Fevereiro de 2007 às 23:20
...sempre acreditei que a beleza apenas existe nos olhos e no coração de quem a vê...e esta não é uma excepção!...no entanto, tenho a certeza que a Margarida ficou muito feliz com tão belas palavras!!...
De daocidentalpraialusitana a 8 de Fevereiro de 2007 às 01:08
Olá ...
Não sei quem tu és, lamento não te tenhas identificado... No entanto agradeço-te as flores.
Obrigado!

De Hope a 8 de Fevereiro de 2007 às 13:15
tuas palavras actuam como um balsamo nas minhas feridas... um antibiotico que combate o virus que me corroe por dentro e me deixa o pesado sentimento da solidao... quando as forças faltam em minhas pernas e meus braços, tento pensar que pelo menos ainda me resta força na alma para tentar começar de novo... tento sempre ver o lado positivo de tudo o que me aconteçe, e gostaria de me cruzar com "Margarida" para enriquecer minha alma, alimenta-la, torna-la mais forte e resistente a corrupçao... já me disseram muitas vezes, deixa-te infectar pelo virus da paz, tranquilidade e amor, convivendo com as pessoas certas...
a pergunta é: onde as encontro?...
a huge
De daocidentalpraialusitana a 8 de Fevereiro de 2007 às 14:28
Olá Hope .

É muito difícil encontrar as pessoas certas, eu sei... No entanto as "pessoas certas" podem não passar de paradoxo.
Vou contar-te uma pequenina história que me contaram há já alguns anos e que nunca esqueci, pois como todas as parábolas , elas são sempre actuais e adaptáveis a qualquer circunstância da nossa vida: " Um dia uma mulher, desejava tanto encontrar a Jesus. Procurou-O no silêncio da noite, na beleza do pôr do sol, na música das ondas das praias e no envolvimento profundo de meditação das Igrejas. Nada. não conseguia encontrar a Jesus. Já quase a desistir, encontrou uma criança que brinca com uma outra. Reparou que a brincadeira de uma e da outra passava por encostar o ouvido ao peito. Como lhe parecia estranho perguntou-lhe o que elas estavam a fazer, ao que as crianças responderam: - Disseram-nos que Jesus estava nos nossos corações, estamos a tentar ouvir o que Ele tem para nos dizer..."
Procura encontrar-te. Depois que te encontrares, deixa de haver pessoas certas ou erradas, há simplesmente, pessoas diferentes...

Obrigado pela visita!
Com carinho
daocidentalpraialusitana "

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